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Prestação de contas da Saúde de Goiânia mostra volume e gastos até agosto de 2026

Relatório apresentado em 25 de sexta-feira detalha atendimentos, procedimentos, internações, orçamento e ações em andamento até agosto (jan‑ago).

Redação POLITICA.GO26 de set. de 2026 · 05h343 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Prestação de contas da Saúde de Goiânia mostra volume e gastos até agosto de 2026
Reprodução: diariodoestadogo.com.br

A Comissão de Saúde de Goiânia realizou na tarde de sexta-feira, 25, a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde sobre os primeiro e segundo quadrimestres (janeiro a agosto) de 2026, conduzida pelo presidente da comissão, Doutor Gustavo (UF), com apresentação do secretário Luiz Gaspar Pellizzer.

A atenção básica da capital registrou 956.347 atendimentos individuais, 55.403 atendimentos odontológicos, 1.744.980 procedimentos e 1.083.332 visitas domiciliares entre janeiro e agosto de 2026.

A atenção psicossocial contabilizou 5.908 atendimentos no período.

A vigilância em saúde executou 41.359 procedimentos até agosto, dos quais 76,5% foram ações de promoção e prevenção.

Atendimento de urgência e emergência somou 111.648 procedimentos pelo Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA), totalizando R$ 4,2 milhões até agosto.

O Sistema de Informações Hospitalares (SIH) registrou 27.498 procedimentos até agosto, com gasto de R$ 66,9 milhões.

Na atenção especializada e hospitalar, o SIA computou 6.042.580 procedimentos (R$ 162,7 milhões) e o SIH registrou 38.084 procedimentos (R$ 122 milhões) até 31 de agosto.

A rede municipal contabilizou 46.363 internações hospitalares até 31 de agosto, número próximo ao total de 2025, quando houve 47.607 internações.

A secretaria informou ter 87 ações de saúde em andamento; 54,02% das ações estão acima da meta e 21,84% alcançaram até 40% do objetivo previsto.

Sobre orçamento, 15,87% dos gastos com saúde foram custeados com recursos próprios do município, cumprindo o piso mínimo exigido pela Constituição Federal.

A vice‑presidente da comissão, vereadora Kátia Maria (PT), criticou o déficit de profissionais nas unidades e a não convocação de todos os aprovados no último concurso público, além de alertar que um corte mensal de R$ 6 milhões reduziria 5.000 atendimentos por dia, totalizando 160.000 atendimentos a menos por mês.

O secretário Luiz Gaspar Pellizzer informou que os concursados estão sendo convocados, com a chamada mais recente realizada na semana anterior, e negou contingenciamento financeiro: "Hoje foi feito o pagamento da folha de credenciados de forma integral, portanto não houve corte", afirmou.

A vereadora licenciada Daniela da Gilka pediu detalhamentos sobre cuidados paliativos e atendimento à população idosa e cobrou a criação de um hospital especializado para a terceira idade.

Pellizzer destacou que Goiânia foi uma das cidades pioneiras em cuidados paliativos e anunciou que o serviço de assistência e internação domiciliar (home care) vai ampliar de 30 para 40 vagas; ele também disse que a secretaria busca área ou imóvel para abrir uma segunda unidade do Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (Craspi).

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