Professor alerta: jardins de chuva em Anápolis podem danificar o subsolo
José Ricardo Mendes diz que técnica funciona na roça, mas em área urbana pode causar erosão sem tratamento e macrodrenagem.
Professor José Ricardo Mendes alerta que os jardins de chuva implantados em Anápolis podem provocar erosão no subsolo.
Ele disse isso em entrevista na segunda-feira (19) e afirmou que, sem macrodrenagem, “a cada ano vai piorar”.
José Ricardo é formado em Gestão Ambiental e Gerenciamento de Recursos Hídricos, participou do Plano Diretor de Terezópolis de Goiás e atuou em ações de macrodrenagem em Minas Gerais.
Ele usa jardins de chuva na zona rural “para conservação de água na roça” e para “manter o lençol freático cheio”, mas afirmou que, na cidade, “isso aí nem faz cócega.”
O alerta técnico é sobre execução: “Se eu vou fazer uma vala de escoamento, a primeira coisa que eu tenho que fazer é fazer a vala e fazer um tratamento”, explicou, e acrescentou que, nas obras feitas, “simplesmente fizeram buracos, jogaram pedra em cima e fecharam.”
A prefeitura defende as estruturas desde 2022 como forma de combater alagamentos e recarregar o lençol freático; o vereador Wederson Lopes (União Brasil) já disse que os jardins de chuva dão resultados positivos e defendeu sua ampliação.
José Ricardo também apontou que o Centro concentra boa parte da água e que as galerias de drenagem têm quase 60 anos, por isso classificou as soluções adotadas como “sempre paliativo”.
19 — data da entrevista
2022 — ano em que a prefeitura passou a defender os jardins de chuva
quase 60 anos — idade aproximada das galerias de drenagem