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Racha no PL em Goiás: agendas distintas de Gayer e Wilder

Márcio Corrêa anunciou apoio a Daniel Vilela; campanha mostra PL dividido entre candidatura de Wilder Morais e estratégia solo de Gustavo Gayer.

Redação POLITICA.GO24 de ago. de 2026 · 23h043 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Racha no PL em Goiás: agendas distintas de Gayer e Wilder
Reprodução: ohoje.com

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), anunciou apoio ao governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB).

A adesão à base defendida por Gustavo Gayer (PL) visava uma dobradinha com Gracinha Caiado (UB) para aumentar as chances de Gayer ao Senado.

O PL decidiu concorrer ao governo com chapa encabeçada pelo presidente estadual Wilder Morais (PL), movimento que esfriou as negociações entre Wilder e o deputado federal Gustavo Gayer (PL).

Membros do partido trabalharam por conciliação durante a pré-campanha, e a união foi formalizada na convenção partidária, no início de agosto.

Apesar da convenção, especialistas apontam agendas separadas: o historiador Tiago Zancopé diz que, se houvesse união, as agendas de campanha estariam combinadas; ele nota que Wilder tem apoio efetivo apenas da vice Ana Paula Rezende (PL), enquanto Gayer busca o segundo voto de eleitores de Gracinha, Vanderlan Cardoso (PSD), Zacharias Calil (MDB) e Gustavo Mendanha (PRD).

O especialista em marketing Marcos Marinho afirma que o PL não tem comunhão programática e reúne projetos individuais com o bolsonarismo como ponto comum.

O cenário das candidaturas do PL foi comparado por Zancopé à eleição de 2002, quando Maguito Vilela (MDB) e Iris Rezende fizeram campanhas separadas e foram derrotados.

O candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB) afirmou, na rádio Difusora, na última sexta-feira (21), que houve tratativas com Wilder Morais para apoio mútuo num eventual segundo turno; Wilder descartou as conversas e afirmou que o tema só "será discutido se acontecer".

Marcos Marinho avalia dois caminhos pós-eleição: se Gayer for eleito senador, ele deve apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno; se não for, Wilder pode articular com Marconi visando 2030 ou liberar a base.

Próximo passo: possíveis negociações sobre apoio no segundo turno serão tratadas apenas se houver segundo turno.

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