Rafael Guarato cobra investimentos e representação política para a cultura
O historiador da dança fez as cobranças na 1ª Arte Pensante, na Galeria Aberta, em Goiânia, e pediu leis e isenções fiscais específicas.

Rafael Guarato pediu mais investimentos e representação política para a cultura em debate na Galeria Aberta, em Goiânia.
Ele exigiu um sistema nacional ou estatal com garantia de continuidade e pediu isenções fiscais específicas para desonerar a cadeia produtiva da cultura.
Guarato é historiador da dança, professor dos cursos de graduação em Dança e de pós-graduação em Artes da Cena da UFG e diretor artístico do Grupo Três em Cena; participou da 1ª edição da Arte Pensante — Roda de Conversa sobre Políticas para o Setor Artístico, realizada na Galeria Aberta – Elysium Sociedade Cultural, no Setor Sul, em Goiânia.
Ele relatou que veio da cena do break dance e precisou atuar na docência e em outras vertentes da dança para sobreviver profissionalmente.
Citou a goiana Quasar Cia de Dança, uma das mais aclamadas do Brasil, que quase fechou após 28 anos por falta de recursos, para ilustrar a fragilidade do financiamento cultural.
Lembrou que participou da criação do Plano Nacional para a Dança e criticou a falta de execução: "A gente acabou de construir o plano, a gente quer que vocês executem! A política tá pronta, tá construída. Se vocês conseguirem fazer isso em 50 anos, tá maravilhoso, porque já tá tudo lá", disse.
Ele pediu que o governo apoie o setor cultural com investimentos semelhantes aos do setor automobilístico e da agricultura e defendeu legislação específica para consolidar financiamento para futuras gerações.
Cobrou ainda representação política do setor: "Precisamos eleger pelo menos um vereador nas nossas cidades", afirmou, para que a cultura tenha voz legislativa efetiva.