Republicanos fazem eleição de 3 de novembro um referendo sobre Donald Trump
Partido aposta em Trump como rosto da campanha, com convenção em Dallas e anúncios centrados no presidente.

Republicanos transformaram a eleição de 3 de novembro em um referendo sobre Donald Trump, a 59 dias do pleito.
A estratégia coloca Trump como figura central dos anúncios e busca converter apoiadores em eleitores de meio de mandato.
O plano inclui uma convenção partidária em Dallas, Texas, onde Trump deve discursar nas duas noites do evento; a participação é incomum porque ele não concorre nesta eleição.
A operação de comunicação já lançou peças com a imagem do presidente, como os vídeos "Toughest Guy" e "Tax Cut Prices", focado na agenda de redução de impostos.
O presidente informou dispor de cerca de US$ 1 bilhão via super PAC e organização sem fins lucrativos, e pretende destinar entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões para apoiar candidatos ao Congresso.
Estrategistas do partido admitem que a baixa popularidade de Trump pode prejudicar candidatos em distritos e estados competitivos, mas avaliam que ele é indispensável para mobilizar a base conservadora.
Um consultor do partido explicou que candidatos enfrentam um impasse: recusar apoio de Trump pode gerar retaliações, aceitar pode não virar vantagem segundo a região.
O movimento é visto por parte do partido como arriscado, devido ao potencial efeito negativo de Trump em áreas competitivas.
3 de novembro — data da eleição
59 dias — prazo até o pleito
US$ 1 bilhão — recursos disponíveis comunicados pelo presidente
US$ 400 milhões a US$ 500 milhões — verba que Trump pretende direcionar a candidatos ao Congresso
2 noites — tempo de discurso previsto para Trump na convenção de Dallas
O presidente afirmou que, embora não esteja na cédula, sua presença é sentida no processo.
A operação já começou com anúncios centrados em Trump e financistas mobilizando recursos para a disputa.