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Seis candidatos a governador de Goiás têm propostas econômicas distintas

Planos vão de atração de investimentos e modernização de incentivos até nacionalização e programas de renda e trabalho

Redação POLITICA.GO27 de set. de 2026 · 17h024 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Seis candidatos a governador de Goiás têm propostas econômicas distintas
Reprodução: aredacao.com.br

Seis candidatos ao governo de Goiás apresentam propostas divergentes para a economia do Estado.

As diferenças vão da defesa do livre mercado e atração de investimentos privados à proposta de intervenção estatal e nacionalização de setores estratégicos.

Daniel Vilela (MDB) organiza a economia no eixo “Desenvolvimento Econômico e Competitividade”, cita aumento da renda do trabalho, redução da informalidade e da desocupação, modernização do programa Pró Goiás e desburocratização na abertura de empresas.

O plano de Vilela propõe fortalecer a agropecuária com ampliação do acesso a crédito, assistência técnica e inovação, manter o status sanitário livre de febre aftosa sem vacinação e criar Política Estadual de Fomento à Mineração ancorada no Plano Estadual de Recursos Minerais 2050 para atrair processamento de minerais críticos e terras raras dentro do Estado.

Danilo Pinheiro (PCO) defende intervenção estatal ampla: reposição integral das perdas salariais com aumento emergencial de 50% de todos os salários, salário mínimo mínimo de R$ 7.500, jornada máxima de 7 horas diárias e 35 horas semanais, proibição de demissões e nacionalização sem indenização de reservas minerais e refinarias.

Luciana Amorim (UP) propõe frentes emergenciais de trabalho em bairros pobres e no interior com obras de saneamento, auxílio emergencial permanente até plena oferta de emprego, salário mínimo goiano 100% acima da média nacional, reestatização da Celg e interrupção da privatização da Saneago.

O plano de Amorim também prevê estímulo a redes de economia local e solidária, apoio a feiras agroecológicas e pequenos produtores, passe livre para desempregados, universalização da assistência técnica e extensão rural agroecológica, e regularização de terras do Cerrado para cooperativas e trabalhadores sem-terra.

Luís César Bueno (PT) organiza a estratégia econômico-regional em oito zonas econômicas com vocações definidas — exemplo: tecnologia e turismo de eventos na Região Metropolitana de Goiânia; fármacos e logística no eixo Central-Anápolis; agroindústria e mineração no Sudeste Goiano — e defende mapear infraestrutura (energia, água, acesso, licenciamento) antes de atrair investimentos.

Entre os programas transversais de Luís César estão o Fornecedor Goiano para mapear compras e preparar micro e pequenas empresas, o Pequeno Negócio Rápido com balcão digital de licenciamento e crédito, e a Rede de Formação para qualificação; o documento cita 652,73 mil microempreendedores registrados e meta de integrar 10 mil MPEs, cooperativas e produtores às cadeias produtivas.

Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) aparecem na lista de candidatos, mas o texto disponível não detalha suas propostas econômicas.

Os planos variam também no grau de detalhamento: alguns trazem metas e indicadores setoriais, outros expõem diretrizes ideológicas gerais.

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