Semusa mostra que pirâmide etária pressiona serviços de saúde em Anápolis
Prestação de contas do 1º quadrimestre de 2026 foi apresentada pela secretária Jaqueline Gonçalves Rocha de Oliveira na Câmara.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apresentou à Câmara a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026, com quadro que relaciona pirâmide etária e demandas na saúde.
A prefeitura investiu 21,28% da receita em saúde no período, acima do mínimo constitucional de 15%.
No documento "A dinâmica populacional e as demandas de cuidado", consta que nasceram 1.966 anapolinos entre janeiro e abril de 2026, pressionando a rede materno-infantil.
O grupamento entre 20 e 59 anos representa 58,31% da população do município e concentra maior pressão sobre medicina do trabalho, saúde da mulher e prevenção primária.
Pessoas com 60 anos ou mais equivalem a 15,15% da população, e a demanda cresce por atendimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs).
Na faixa de 20 a 49 anos, o relatório aponta demandas por saúde reprodutiva, trauma e também doenças crônicas.
Anápolis é município-polo da Regional Pirineus e atende pacientes de pelo menos 10 municípios vizinhos: Abadiânia, Alexânia, Campo Limpo de Goiás, Cocalzinho, Corumbá de Goiás, Gameleira, Goianápolis, Pirenópolis e Terezópolis de Goiás.
A Atenção Básica registrou 872.016 atendimentos de janeiro a abril de 2026: 322.547 visitas domiciliares; 299.825 atendimentos individuais; 211.176 procedimentos gerais; e 38.468 atendimentos odontológicos.
No eixo da Linha da Vida, o SAMU (192) realizou 10.585 atendimentos pré-hospitalares no primeiro quadrimestre, com tempo médio de resposta de 28 minutos e 37 segundos e 8.073 envios de Unidade de Suporte Básico.
Os registros citados no relatório constam nos sistemas SIA/SUS e SIH/SUS.
A prestação de contas foi feita pela secretária Jaqueline Gonçalves Rocha de Oliveira durante a sessão na Câmara recentemente.