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Sol Nascente, em Ceilândia (DF), é a 2ª maior favela do Brasil

Comunidade tem mais de 70 mil moradores e o Censo 2022 do IBGE colocou-a atrás apenas da Rocinha; desigualdade no DF fica explícita.

Redação POLITICA.GO29 de set. de 2026 · 22h341 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Sol Nascente, em Ceilândia (DF), é a 2ª maior favela do Brasil
Reprodução: oparlamento.com.br

Sol Nascente, em Ceilândia (Distrito Federal), abriga mais de 70 mil moradores e foi classificada pelo IBGE no Censo 2022 como a segunda maior favela do país.

A presença de um aglomerado dessa dimensão em um Estado com maior rendimento domiciliar per capita do Brasil obriga gestores a repensarem políticas habitacionais e a direcionarem orçamento público com maior precisão.

A comunidade cresceu por ocupações intensas a partir da década de 1990 e expandiu-se horizontalmente por ampla área plana de Ceilândia; em 2019 o Governo do Distrito Federal elevou Sol Nascente ao status de Região Administrativa, desmembrando-a de Ceilândia.

A ocupação horizontal facilitou a expansão territorial e dificultou a implantação de redes de esgoto, drenagem pluvial e pavimentação; setores da comunidade têm comércio e equipamentos públicos de saúde e educação, mas há trechos com extrema precariedade.

Os problemas relatados incluem acesso ruim ao transporte em áreas afastadas, ausência de áreas de lazer e cultura, insegurança jurídica sobre posse de lotes, e erosão e alagamentos no período de chuvas.

O contraste entre o Plano Piloto, com altos salários e infraestrutura, e Sol Nascente evidencia fissuras no modelo de desenvolvimento e desafia o planejamento urbano idealizado por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

>70 mil — população aproximada do Sol Nascente

2019 — ano em que Sol Nascente foi elevada a Região Administrativa

Censo 2022 — levantamento do IBGE que classificou a comunidade como 2ª maior do país, atrás apenas da Rocinha

A curto prazo, a prioridade é integrar Sol Nascente à malha urbana formal por meio de regularização fundiária e investimentos em infraestrutura básica para reduzir risco de desastres e insegurança jurídica.

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