Sol Nascente, em Ceilândia (DF), é a 2ª maior favela do Brasil
Comunidade tem mais de 70 mil moradores e o Censo 2022 do IBGE colocou-a atrás apenas da Rocinha; desigualdade no DF fica explícita.

Sol Nascente, em Ceilândia (Distrito Federal), abriga mais de 70 mil moradores e foi classificada pelo IBGE no Censo 2022 como a segunda maior favela do país.
A presença de um aglomerado dessa dimensão em um Estado com maior rendimento domiciliar per capita do Brasil obriga gestores a repensarem políticas habitacionais e a direcionarem orçamento público com maior precisão.
A comunidade cresceu por ocupações intensas a partir da década de 1990 e expandiu-se horizontalmente por ampla área plana de Ceilândia; em 2019 o Governo do Distrito Federal elevou Sol Nascente ao status de Região Administrativa, desmembrando-a de Ceilândia.
A ocupação horizontal facilitou a expansão territorial e dificultou a implantação de redes de esgoto, drenagem pluvial e pavimentação; setores da comunidade têm comércio e equipamentos públicos de saúde e educação, mas há trechos com extrema precariedade.
Os problemas relatados incluem acesso ruim ao transporte em áreas afastadas, ausência de áreas de lazer e cultura, insegurança jurídica sobre posse de lotes, e erosão e alagamentos no período de chuvas.
O contraste entre o Plano Piloto, com altos salários e infraestrutura, e Sol Nascente evidencia fissuras no modelo de desenvolvimento e desafia o planejamento urbano idealizado por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.
>70 mil — população aproximada do Sol Nascente
2019 — ano em que Sol Nascente foi elevada a Região Administrativa
Censo 2022 — levantamento do IBGE que classificou a comunidade como 2ª maior do país, atrás apenas da Rocinha
A curto prazo, a prioridade é integrar Sol Nascente à malha urbana formal por meio de regularização fundiária e investimentos em infraestrutura básica para reduzir risco de desastres e insegurança jurídica.