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Split payment pode reduzir fluxo financeiro das empresas em até 28%

CACB apresentou estimativa na Sala Fechada em Brasília e disse que impacto começa em 2027 com a CBS.

Redação POLITICA.GO11 de set. de 2026 · 18h046 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Split payment pode reduzir fluxo financeiro das empresas em até 28%
Reprodução: www.goiasemdia.com.br

A implantação do split payment pode reduzir o fluxo financeiro disponível das empresas em 12% no início e até 28% ao final da transição.

O mecanismo segregará tributos no momento da liquidação da operação, retirando o período em que valores tributários financiavam o caixa das empresas.

A estimativa foi apresentada pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) em 10, durante evento em Brasília, com participação de setor produtivo, transporte, indústria e agricultura.

Anderson Trautman Cardoso, vice‑presidente da CACB, disse que a mudança começa em 2027 com a entrada da CBS e reduzirá o prazo em que tributos ficam à disposição das empresas.

A CBS substituirá PIS e Cofins a partir de 2027; a transição para o IBS será gradual, com substituição de ICMS e ISS prevista entre 2029 e 2032 e vigência integral em 2033.

Trautman afirmou que o impacto varia conforme perfil e regime tributário: micro e pequenos fora do regime de crédito e débito não sofrerão o mesmo efeito.

Cristiane Coelho, diretora‑presidente da Fin, explicou que a primeira fase será opcional e concentrada em transações entre empresas (B2B), sem afetar vendas ao consumidor final.

A Lei Complementar 214, de janeiro de 2025, estabeleceu o split payment; a norma foi alterada pela LC 227/2026 e terá implementação gradual pelo Comitê Gestor do IBS e pela Receita Federal.

A CACB recomenda que empresas avaliem contratos, créditos tributários, cadeia logística, estrutura societária e sistemas antes da entrada em vigor das novas regras.

Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da ACSP e da FACESP, pediu análise dos efeitos e afirmou que a reforma complicou a forma de arrecadar, não apenas simplificou.

Trautman alertou para a necessidade de segurança na operação, porque a nota fiscal no novo modelo terá responsabilidade maior para as empresas.

A implementação tecnológica ficará concentrada nas instituições que realizarem a liquidação financeira; empresas precisarão ajustar processos fiscais, financeiros e capital de giro.

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