Torcedores rejeitam manifesto dos clubes em defesa das casas de apostas
Levantamento mostra críticas majoritárias às publicações de clubes; reação inclui manifestações fortes no futebol goiano

Clubes e federações que publicaram manifesto em defesa das casas de apostas receberam repercussão majoritariamente contrária nas redes sociais.
Um levantamento mostrou 88% de manifestações críticas ao posicionamento dos clubes e 12% de apoio; no post do Flamengo a rejeição chegou a cerca de 90%.
Os dirigentes dizem que empresas de apostas viraram uma das principais fontes de receita do futebol e alertam que mudanças bruscas comprometeriam contratos e planejamentos.
A publicação do Flamengo e as postagens de clubes paulistas registraram ampla predominância de comentários negativos entre torcedores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, defendeu o combate às bets por causa do endividamento e da dependência que causariam, e chamou o argumento dos clubes de "balela".
No Goiás, o vice-presidente do Vila Nova, Hugo Bravo, afirmou que receitas com apostas representam cerca de 20% da arrecadação anual do clube e defendeu regulamentação e fiscalização: "O país está com problemas por inúmeros outros fatores e quer colocar na conta da bet. O problema é que o país não é só bet."
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, disse ser favorável ao fim das bets quando os contratos atuais terminarem e pediu respeito aos acordos assinados: "Quando terminarem esses contratos, tira essas bets do Brasil. Vamos tocar nossa vida."
88% — manifestações críticas ao posicionamento dos clubes
12% — manifestações favoráveis
~90% — rejeição nas interações do post do Flamengo
20% — parcela da arrecadação anual do Vila Nova ligada às bets