Vacinação de gestantes em Goiás fica abaixo das metas do Ministério da Saúde
Covid-19, Influenza e dTpa têm cobertura menor que as metas; só VSR supera 80% no estado

Taxas de vacinação de gestantes contra Covid-19, Influenza e dTpa em Goiás estão abaixo das metas do Ministério da Saúde; apenas VSR supera 80% no estado.
A meta anual nacional para Covid-19 em gestantes é 90%; cobertura parcial de 2026 no Brasil é 55,32%, em 2025 foi 54,94% e Goiás registra 46,85% (Goiânia: 85,77%).
A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), implementada em 2025, alcançou 84,81% de cobertura em Goiás e 70,54% em Goiânia.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda cinco vacinas para gestantes: dTpa, Hepatite B, Influenza, Covid-19 e VSR; a SMS de Goiânia afirma que a vacina de Covid-19 pode ser aplicada em qualquer fase da gravidez, enquanto dTpa e VSR têm períodos específicos de aplicação.
Entre 2020 e 2026, Goiás registrou 86 óbitos de gestantes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à Covid-19 e 41 óbitos de bebês menores de seis meses por Covid-19; não houve mortes de gestantes por Covid-19 ou influenza em 2024, 2025 e 2026.
A imunização materna promove proteção neonatal por anticorpos que atravessam a placenta ou são transmitidos pelo leite; o efeito é mais eficaz no terceiro trimestre, protegendo o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, antes da primeira dose infantil de Covid-19 aos seis meses.
O diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que acesso oportuno às vacinas e informações claras são essenciais para proteger recém-nascidos e que a vacinação na gestação é uma das intervenções de saúde pública mais seguras e custo‑efetivas.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, afirmou que estudos com mais de 400 mil gestantes em países nórdicos não identificaram risco de malformações ou parto prematuro associados às vacinas de RNA mensageiro.