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CBIC propõe teto de 12% e R$75 bilhões à Poupança para turbinar crédito imobiliário

Entidade pediu também elevar de 80% para 90% o direcionamento ao financiamento residencial e estender testes do SBPE até fim de 2027

Redação POLITICA.PE30 de set. de 2026 · 21h050 acessos📲 Enviar no WhatsApp
CBIC propõe teto de 12% e R$75 bilhões à Poupança para turbinar crédito imobiliário
Reprodução: jc.uol.com.br

CBIC propôs teto de juros de 12% ao ano, aumento do direcionamento de 80% para 90% e extensão dos testes do SBPE até fim de 2027.

A mudança no percentual de direcionamento tem potencial de injetar R$ 75 bilhões adicionais na aquisição e construção de imóveis de até R$ 2,25 milhões, aliviando o crédito da classe média.

As propostas foram levadas ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central na terça-feira (29) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, e o vice-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária, Ely Wertheim, participaram das reuniões com a Secretaria de Reformas Econômicas da Fazenda e diretores do Banco Central.

"Tivemos uma boa conversa e ressaltamos principalmente dois pontos: a importância da manutenção do teto de 12% e a necessidade de ampliar a divulgação e a transparência dos dados", disse Eduardo Aroeira.

Ely Wertheim afirmou que "a reformulação está produzindo efeitos positivos, mas, de um ano para cá, os efeitos negativos ainda foram nocivos" e ressaltou o agravamento da situação da classe média.

O SBPE passa por fase de testes ao longo de 2026, com implementação prevista para 1º de janeiro de 2027, prazo que o setor tenta adiar para ter mais avaliação.

Entre janeiro e julho de 2026, o volume total financiado pelo SBPE alcançou R$ 115,5 bilhões, ante R$ 84,8 bilhões em igual período de 2025.

O número de unidades financiadas subiu de 246,4 mil para 337,8 mil; a modalidade de construção cresceu 117% e atingiu R$ 33,8 bilhões.

Ministério da Fazenda e Banco Central informaram que as sugestões da CBIC estão sob análise técnica e que eventuais mudanças regulatórias serão avaliadas antes da vigência plena das novas regras.