Debate ao Senado em Petrolina reúne cinco candidatos e vira confronto sobre bets
Humberto, Mendonça, Eduardo, Túlio e Paulo Rubem debatem STF, apostas, 6x1, Itaparica e Transnordestina; Marília Arraes não compareceu.

Cinco dos seis principais candidatos ao Senado por Pernambuco participaram de debate em Petrolina promovido pela Grande Rio FM na reta final do primeiro turno.
A ausência de Marília Arraes (PDT), por conflito de agendas, deixou o encontro com Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP), Túlio Gadêlha (PSD) e Paulo Rubem (Rede).
O debate percorreu temas como impeachment de ministros do STF, mandatos para ministros, apostas esportivas online (bets), fim da escala 6x1, energia de Itaparica e a Transnordestina.
Sobre impeachment do STF, Humberto Costa (PT) disse que votaria a favor “desde que houvesse provas e processo legal regular” e afirmou defender reforma do Judiciário, colocando-se “na linha de frente” no Congresso.
Mendonça Filho (PL), Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) declararam apoio a mandatos com prazo determinado para ministros e falaram em fortalecer a independência entre os poderes.
O confronto mais acalorado foi sobre bets: Eduardo da Fonte (PP) afirmou ser contra as apostas e disse que o jogo é “um vício tão grande quanto o álcool”, enquanto Mendonça (PL) citou projetos seus para impedir beneficiários de programas sociais de apostar e restringir publicidade.
Mendonça também rebateu Eduardo sobre alianças, afirmando que Eduardo negociou com João Campos e depois voltou a Raquel, e afirmou que “quem tem que se posicionar publicamente sobre esse jogo entre João Campos e Raquel é você, Eduardo.”
Túlio Gadêlha (PSD) defendeu o fim da escala 6x1, afirmou ter votado a favor na Câmara e citou dados do INSS: 546 mil trabalhadores foram afastados em um ano por jornadas exaustivas, estresse e assédio, citando estudos europeus para rebater empregadores.
No tema segurança, Mendonça perguntou se Túlio aceitaria reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes violentos como homicídio e estupro e acabar com a progressão de pena; Túlio respondeu: “Eu não sou punitivista. Eu faço política com ciência.”
546 mil — trabalhadores afastados em um ano, segundo dados citados por Túlio Gadêlha.
“Eu já me posicionei contra as bets no Brasil e vejo o impacto que ela tem causado nas famílias brasileiras”, disse Eduardo da Fonte (PP) durante o debate.