Despesas obrigatórias da Previdência sobem 7,92% em 2027
CNPS atualizou projeções nesta terça-feira, 25; mudança já vai ao PLOA de 2027

O Conselho Nacional de Previdência Social atualizou nesta terça-feira, 25, as projeções das despesas obrigatórias do Ministério da Previdência para 2026 e 2027.
Com a revisão, as despesas obrigatórias projetadas para 2027 somam R$ 1,218 trilhão, alta de 7,92% em relação a 2026.
Para 2026 a projeção foi reduzida para R$ 1,129 trilhão (ante R$ 1,136 trilhão na estimativa anterior); para 2027 a previsão caiu de R$ 1,224 trilhão para R$ 1,218 trilhão.
A pasta estima que as despesas obrigatórias com benefícios previdenciários subirão 8,76%, de R$ 1,067 trilhão em 2026 para R$ 1,161 trilhão em 2027; a compensação previdenciária deve crescer 2,9%, de R$ 7,880 bilhões para R$ 8,113 bilhões; as sentenças judiciais seguem projetadas em queda de 8,08%, de R$ 53,732 bilhões para R$ 49,391 bilhões.
O diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, Eduardo Pereira, disse que eventos em agosto exigiram reestimativa e que “as ações de combate à fila trouxeram uma incerteza maior ainda na nossa projeção”.
A proposta revisada foi aprovada por unanimidade pelo CNPS e será encaminhada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, que prepara o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 a ser enviado ao Congresso Nacional até a próxima segunda-feira, 31.
Representaram a pasta na reunião o secretário de Regime Geral de Previdência Social, Benedito Adalberto Brunca (em nome do ministro Wolney Queiroz), e a presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, que estavam em agenda no Supremo Tribunal Federal (STF).