Dívida sobe R$1,1 trilhão e 2027 promete ajuste fiscal duro
Banco Central registra maior ritmo de crescimento da Dívida Bruta do Governo Geral desde a pandemia; cortes e congelamentos serão necessários.

O Banco Central informou que a Dívida Bruta do Governo Geral cresceu R$1,1 trilhão entre janeiro e agosto deste ano.
Esse salto obriga manutenção da taxa Selic em patamares restritivos para financiar o endividamento do Tesouro, elevando o custo do crédito para empresas e famílias.
A DBGG atingiu o ritmo de crescimento e o patamar mais alto desde a crise do Covid-19, segundo os dados divulgados pelo Banco Central nesta semana.
A escalada atual da dívida é atribuída a desequilíbrios internos, aumento de gastos correntes e medidas de estímulo implementadas em ano eleitoral, não a choques externos.
O endividamento acelerado aumenta a percepção de risco do país, força o Tesouro a pagar juros maiores e provoca efeito de crowding out sobre investimento privado e financiamento imobiliário.
Para evitar fuga de capitais, disparada do dólar e descontrole da inflação, o texto aponta que será necessário um ajuste estrutural fiscal amplo.
Medidas citadas como inevitáveis: corte rigoroso de despesas, revisão de subsídios ineficientes, recuo em programas lançados no ano eleitoral e congelamento de expansões na máquina pública.
O objetivo do ajuste é reverter a trajetória da dívida e permitir a queda sustentada da taxa de juros, restaurando previsibilidade fiscal para o próximo governo.