Dólar dispara e Ibovespa cai com a proximidade do segundo turno
Prêmio de risco sobe e há fuga de capitais, aumentando pressão sobre o câmbio e o valor das empresas

Dólar dispara e Ibovespa cai com a proximidade do desfecho do segundo turno.
O prêmio de risco do Brasil dispara e há fuga de capitais, pressionando o câmbio e as empresas listadas.
A volatilidade se intensifica nos painéis do mercado financeiro por causa da aversão dos investidores à imprevisibilidade eleitoral e à ausência de pragmatismo econômico nos discursos dos candidatos.
Quedas sucessivas no Ibovespa e alta na cotação do dólar refletem a antecipação de cenários negativos por parte dos investidores.
O elevado endividamento do país torna necessário um plano claro de ajuste fiscal a ser implementado pelo próximo governo a partir do próximo ano.
A apresentação transparente de responsabilidade orçamentária é apontada como caminho para reancorar a confiança dos investidores e domar a alta do dólar.
O equilíbrio das contas públicas é colocado como pré-requisito para que o Banco Central tenha respaldo para reduzir de forma mais agressiva e estrutural a taxa de juros.
A queda sustentável dos juros facilitaria o barateamento do crédito para consumidores e empresas, a expansão de negócios, atração de investimentos e geração de empregos.
O próximo passo é que o candidato vencedor apresente um plano de ajuste fiscal claro e detalhado para recuperar a confiança dos mercados.