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Eleições 2026: redes sociais e IA transformam adversário em inimigo

A velocidade das plataformas e a popularização da inteligência artificial dificultam distinguir informação verdadeira de manipulação e afetam o debate democrático.

Redação POLITICA.PE28 de set. de 2026 · 12h341 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Eleições 2026: redes sociais e IA transformam adversário em inimigo
Reprodução: jamildo.com

Redes sociais e inteligência artificial tornam a disputa de 2026 um ambiente em que eleitores têm mais dificuldade para diferenciar informação, manipulação e apelo emocional.

Isso reduz a capacidade de distinguir conteúdos autênticos de manipulados e exige maior esforço cognitivo dos eleitores para avaliar credibilidade diariamente.

A disputa eleitoral tende a se deslocar para as redes sociais e sistemas eletrônicos, que deixam de ser instrumentos complementares e passam a ser o principal ambiente de formação de opinião pública nas eleições de 2026.

Ferramentas de inteligência artificial conseguem produzir imagens, vídeos, áudios e textos convincentes em segundos, ampliando o potencial de desinformação e viralização.

A polarização transforma divergências políticas em conflitos de identidade, fazendo o pertencimento a um grupo político ocupar lugar central na visão de si do eleitor.

A psicologia social explica esse processo pela necessidade humana de pertencimento, que gera distinção entre “nós” e “eles” e favorece o favoritismo endogrupal.

O vínculo emocional com líderes ou coletividades pode reduzir a capacidade crítica e aumentar respostas impulsivas, conforme observado em Freud em Psicologia das Massas e Análise do Eu.

Algoritmos das plataformas e circulação constante de conteúdos que despertam medo, indignação e sensação de ameaça intensificam a radicalização durante eleições.

Quando o adversário deixa de ser visto como cidadão e passa a ser tratado como inimigo moral, instala-se desumanização que enfraquece a convivência democrática.

Preservar a democracia em 2026 dependerá de pensamento crítico, educação midiática e responsabilidade digital entre eleitores, candidatos, plataformas e instituições.

910 candidaturas — total previsto no estado de Pernambuco

51 candidatos — número de desistências na disputa em Pernambuco

4.100 materiais — apreendidos pelo TRE em quatro cidades de Pernambuco

"Será indispensável desenvolver uma cultura de pensamento crítico, educação midiática e responsabilidade digital", afirmou Álvaro Azevedo Neto, mestre em Ciência Política, doutor em Direito Constitucional e professor de Direito no Centro Universitário Tiradentes (Unit).

Próximo passo: fortalecer iniciativas de educação midiática e mecanismos de responsabilização de plataformas e campanhas até o período eleitoral de 2026.