Entidades alertam para diferenças entre projetos no segundo turno
Dezenas de entidades de servidores lançaram manifesto nesta terça (20) apontando riscos às carreiras e serviços públicos antes do domingo (25).
Dezenas de entidades representativas dos servidores públicos federais divulgaram nesta terça (20) um manifesto sobre as diferenças entre as propostas no segundo turno, marcado para domingo (25).
O documento diz que propostas de reforma administrativa podem ameaçar estabilidade, ampliar precarização e reduzir oferta de serviços essenciais, com impacto direto em salários e contratações.
O manifesto lista riscos incluindo congelamentos ou reduções salariais, limitações à entrada de novos servidores e demissões em larga escala; vincula tais medidas a programas de ajuste fiscal.
O texto cita a gestão de Javier Milei na Argentina: um decreto de demissão voluntária pode atingir 21 mil servidores, e desde janeiro de 2023 o governo já eliminou 77 mil vagas no serviço público argentino.
As entidades defendem direito à negociação coletiva e livre organização sindical, e alertam que interrupção desses canais prejudica soluções negociadas e conquistas históricas dos servidores.
O documento também afirma que o governo atual retomou processos de negociação, promoveu reajustes salariais e reabriu interlocução sobre condições de trabalho, embora reconheça perdas acumuladas pelos servidores.
"A estabilidade não é privilégio corporativo: constitui uma garantia institucional contra pressões políticas e econômicas", diz o manifesto ao defender proteção para o exercício técnico e autônomo do serviço público.
20 de junho — data da divulgação do manifesto
25 de junho — data do segundo turno
21 mil — possível número de demissões por plano de Milei
77 mil — vagas eliminadas no serviço público argentino desde jan/2023
O próximo passo concreto é o segundo turno das eleições, no domingo (25), quando as entidades esperam que eleitores considerem diferenças nas propostas de Estado.