Feminicídio e prevenção são debatidos em Fernando de Noronha
Jornalista Klester Cavalcanti apresentou livro e fez duas palestras; Centro de Referência da Mulher atende três mulheres na ilha

Feminicídio e violência contra a mulher foram tema de debate em Fernando de Noronha durante a campanha Agosto Lilás.
O Centro de Referência da Mulher da ilha acompanha atualmente três mulheres e oferece atendimento jurídico e psicológico.
O jornalista Klester Cavalcanti esteve na ilha para divulgar o livro Matou Uma, Matou Todas: Histórias Reais de Vítimas de Feminicídio no Brasil e fez duas palestras na Escola Arquipélago no final de semana.
As atividades integraram a programação dos 36 anos do Projeto Golfinho Rotador, que também tratou de temas ambientais no aniversário.
O livro nasceu de seis anos de pesquisa: Klester leu mais de 17 mil páginas de inquéritos e processos, assistiu cerca de 90 horas de vídeos e analisou quase 2 mil fotografias; seis casos foram escolhidos para a obra.
Um dos casos narrados é o do assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena Araújo, morta em abril de 2017 no apartamento dela em Boa Viagem, Recife.
A obra reúne análises de especialistas, estatísticas, infográficos e destaca instituições que atuam no combate à violência, como ONU Mulheres, Defensoria Pública e Ministério Público.
“É um caso muito emblemático. É muito raro um feminicídio em que o autor do crime não tem relacionamento com a vítima”, declarou Klester Cavalcanti ao comentar o caso de Tássia.
36 anos — aniversário do Projeto Golfinho Rotador
6 anos — tempo de pesquisa para o livro
17 mil páginas — inquéritos e processos lidos
90 horas — vídeos analisados
~2 mil — fotografias examinadas
O Centro de Referência da Mulher afirma que mantém atendimento individual, ações de orientação, prevenção e encaminhamentos necessários para fortalecer a rede de proteção na ilha.