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Gastos do governo sobem 6,3% e déficit estrutural dobra para 1,4% do PIB

Relatório de Acompanhamento Fiscal de agosto aponta receitas reais +6,0% até julho, mas despesas avançam mais e pressionam metas da LDO.

Redação POLITICA.PE20 de ago. de 2026 · 19h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Gastos do governo sobem 6,3% e déficit estrutural dobra para 1,4% do PIB
Reprodução: jc.uol.com.br

Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto mostra despesas da União subindo 6,3% reais até julho e déficit estrutural em 1,4% do PIB.

As receitas federais cresceram 6,0% reais nos primeiros sete meses, mas a aceleração dos gastos mantém o resultado primário no negativo e amplia o desequilíbrio fiscal.

O RAF foi divulgado em 20 de agosto pela Instituição Fiscal Independente (IFI); diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade apontam rigidez orçamentária e crescimento de despesas obrigatórias, como previdência e benefícios sociais.

O avanço das despesas foi impulsionado pela liberação e pagamento de emendas parlamentares devido a prazos da legislação eleitoral; o alívio temporário veio da redução pontual nas despesas do Bolsa Família.

A IFI calcula que o déficit primário estrutural subiu de 0,7% do PIB no mesmo período de 2025 para 1,4% do PIB no acumulado até o segundo trimestre.

Para 2026, a projeção convergente com o governo aponta um déficit primário efetivo de cerca de 0,4% do PIB; formalmente, a LDO fixa superávit primário de 0,25% do PIB (R$ 34,3 bilhões).

A equipe econômica estima mecanismos legais de deduções em R$ 62,8 bilhões, enquanto a IFI os calcula em R$ 69,8 bilhões; mesmo com essas deduções e a margem de tolerância, o resultado ajustado deve ficar perto de um déficit de 0,1% do PIB.

O RAF servirá de subsídio para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2027), que o Executivo deve enviar ao Congresso Nacional até 31 de agosto.