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Governo gera fatura de R$ 280 bilhões em benesses eleitorais

Pacotes de crédito, subsídios e cortes de impostos somam R$ 280 bilhões em 2026, com impacto sobre 2027 e dívida pública

Redação POLITICA.PE19 de set. de 2026 · 18h028 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo gera fatura de R$ 280 bilhões em benesses eleitorais
Reprodução: jc.uol.com.br

O governo acumulou R$ 280 bilhões em medidas de estímulo e desonerações em 2026, perto do primeiro turno.

Esse volume inclui programas, subsídios e cortes permanentes que aumentam despesas estruturais e gerarão impacto em 2027 no orçamento federal.

Foram lançados o Desenrola 2.0 (R$ 23 bilhões) e o Consignado CLT (R$ 28 bilhões), além da isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil (R$ 33 bilhões).

Subsídios ao diesel somaram R$ 16 bilhões e o programa Gás Grátis R$ 5 bilhões; pacotes setoriais incluem Move Brasil (R$ 30 bilhões), Move Caminhões (R$ 21 bilhões) e Move Agrícola (R$ 14 bilhões).

O BNDES Soberano recebeu R$ 22 bilhões; programas de habitação e infraestrutura incluem Luz do Povo (R$ 4,5 bilhões), Minha Casa Minha Vida faixas 3 e 4 (R$ 8 bilhões) e Reforma Casa e Novo Modelo Crédito Imobiliário (R$ 40 bilhões).

Em setembro, às vésperas do primeiro turno, o governo interferiu no mercado de combustíveis: diesel a R$ 1/litro (R$ 5 bilhões/mês, R$ 20 bilhões em quatro meses) e desoneração da gasolina (R$ 2 bilhões/mês, R$ 8 bilhões em quatro meses), além de reajuste de 15% no Bolsa Família (R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027).

A soma dessas medidas forma a chamada "herança maldita": um Orçamento federal engessado, déficit primário crônico e Dívida Bruta prevista acima de 82% do PIB.

Juros mais altos tornam crédito mais caro, reduzem investimentos privados e elevam risco inflacionário, segundo a análise sobre os efeitos dessas medidas.

O próximo governo, em 2027, terá de adotar medidas de contenção duras para reequilibrar as contas públicas, cenário que o presidente diz não estar entre os objetivos da próxima gestão.