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Humberto Costa diz apoiar distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS

Lideranças locais propuseram R$100 milhões para Lafepe; governo estuda impactos e custo‑benefício frente à bariátrica

Redação POLITICA.PE21 de set. de 2026 · 10h010 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Humberto Costa diz apoiar distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS
Reprodução: jamildo.com

O senador Humberto Costa (PT) apoia a distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS, mas pede estudos e cuidados antes da oferta em massa.

João Campos (PSB) e Marília Arraes (PDT) propuseram R$100 milhões para que o Lafepe passe a produzir os medicamentos, e o presidente Lula falou em iniciar a distribuição a pacientes do SUS.

Humberto Costa, pós‑graduado em Medicina Geral Comunitária, Clínica Médica e Psiquiatria, afirmou que o fármaco foi projetado para diabetes tipo II; a perda de gordura é consequência e não objetivo primário.

Ele disse que os medicamentos protegem coração, rim e fígado, reduzem vontade de beber, mas também diminuem massa magra, e que ainda faltam dados sobre todos os efeitos colaterais.

Em 2025 o Comitê de Medicamentos da Conitec posicionou‑se contra a incorporação por custo estimado de cerca de R$7 bilhões em cinco anos; a queda de patentes, porém, reduz o impacto orçamentário.

Segundo Humberto Costa, a caneta da Ozempic custava cerca de R$900 e hoje, com produção nacional, caiu para cerca de R$300 em média.

O senador afirmou que o governo estuda a relação de custo‑benefício entre o medicamento e a substituição da cirurgia bariátrica em casos de obesidade mórbida e não sabe se a produção será conduzida pela União.

R$100 milhões — proposta de investimento de João Campos e Marília Arraes para o Lafepe produzir as canetas

R$7 bilhões — estimativa de custo em cinco anos apontada pela Conitec em 2025

R$900 → R$300 — queda aproximada do preço da caneta Ozempic com produção nacional

Humberto Costa declarou que “o governo está na linha correta. Não vai sair distribuindo a todo custo... Se for aprovado e feito sob orientação médica, pode ser um grande avanço”.

O governo segue desenvolvendo estudos sobre impactos clínicos e orçamentários e avaliando custo‑benefício antes de decidir incorporação e possível produção própria.