João Campos defende aditivos em obras do Recife e cita imprevistos
Em entrevista nesta segunda (14), ele citou interferências subterrâneas e achados arqueológicos para justificar aumentos de contrato.

João Campos, candidato ao governo de Pernambuco, defendeu aditivos em contratos de obras do Recife nesta segunda-feira (14).
Ele afirmou que alterações de prazo e de valor são previstas na legislação quando surgem situações não previstas no planejamento.
A requalificação da orla de Boa Viagem teve um terceiro aditivo de R$ 11,5 milhões, elevando o custo a R$ 146,6 milhões; o contrato original de 2024 era de R$ 109,8 milhões, e o aumento acumulado ultrapassa R$ 36 milhões.
A Prefeitura do Recife atribuiu o terceiro aditivo à inclusão de serviços não previstos, como ampliação da sinalização da Avenida Boa Viagem e substituição de tubulações do sistema de drenagem.
Durante a execução, foram identificadas interferências em redes subterrâneas de água, drenagem, energia e gás, segundo a gestão municipal.
João Campos citou também a reforma do Mercado de São José, afirmando que achados arqueológicos nas escavações exigiram procedimentos especializados.
A entrevista faz parte de série com candidatos ao governo de Pernambuco; Raquel Lyra será entrevistada na terça (15) e os demais concorrentes terão entrevistas gravadas na quarta (16).
R$ 11,5 milhões — valor do terceiro aditivo da orla de Boa Viagem
R$ 146,6 milhões — custo total após o terceiro aditivo
R$ 109,8 milhões — valor do contrato original, firmado em 2024
Segundo semestre de 2026 — previsão de conclusão da requalificação da orla
“Aditivos são permitidos de duas formas, aditivo de valor e aditivo de prazo”, declarou João Campos durante a entrevista.