João Campos diz que Raquel Lyra recebeu R$ 2,211,744,08 entre jan/2023 e jun/2026
Acusação foi feita no debate da Rádio Cidade em 11/09/2026; Raquel teve direito de resposta e nega irregularidade

Campanha de João Campos afirma que Raquel Lyra recebeu R$ 2.211.744,08 brutos entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
O direito de resposta foi deferido pela banca de advogados da OAB; Raquel teve um minuto no debate para negar irregularidades.
O confronto começou na tréplica do quarto bloco do debate da Rádio Cidade em 11/09/2026, quando João Campos chamou Raquel de "fura teto" e pediu a devolução de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A coordenação de João divulgou uma planilha compilada com base em consultas ao Portal da Transparência do Estado para sustentar o total apontado.
A equipe de Raquel Lyra informou que, ao assumir o governo, ela optou por não receber o subsídio de governadora e manteve exclusivamente a remuneração do cargo efetivo de procuradora do Estado.
A campanha governista citou a Lei Estadual nº 18.139/2023 como autorização para a opção remuneratória; a oposição questiona a validade da regra diante do artigo 38 da Constituição Federal.
A folha de pagamento da Procuradoria-Geral do Estado registra remuneração base de R$ 50,7 mil e R$ 10,1 mil em adicionais, totalizando R$ 60,8 mil mensais, segundo a contestação apresentada pela oposição.
A campanha de João também relacionou os R$ 2,2 milhões recebidos ao patrimônio declarado de R$ 359 mil por Raquel Lyra na eleição de 2026, apontando acréscimo de R$ 19 mil em relação a 2022.
R$ 2.211.744,08 — total que a campanha de João atribui a Raquel entre jan/2023 e jun/2026
R$ 60,8 mil — remuneração mensal apontada da Procuradoria-Geral do Estado (R$ 50,7 mil base + R$ 10,1 mil adicionais)
R$ 22 mil — subsídio de governador previsto no projeto enviado ao Legislativo, segundo a oposição
R$ 359 mil — patrimônio declarado por Raquel Lyra na eleição de 2026
"Eu recebo o meu dinheiro de maneira honesta. Eu nunca fui sócia de negócio, não tenho investigações contra mim", disse Raquel Lyra durante o direito de resposta no debate.
A OAB deferiu o direito de resposta no início do bloco seguinte do debate, quando a governadora pôde explicar sua opção remuneratória e defender a legalidade de seus vencimentos.