João Campos perde apoio lulista; Raquel avança entre eleitores de Lula
Pesquisa Quest mostra erosão de João entre eleitores lulistas e crescimento de Raquel entre abril e setembro

João Campos caiu de 65% para 57% entre eleitores lulistas entre abril e setembro, enquanto Raquel Lyra subiu de 30% para 36% no mesmo período.
A queda de João reflete perda de voto lulista crucial para 2026: a margem de apoio diminuiu oito pontos percentuais em cinco meses.
Raquel ampliou o programa Mães de Pernambuco para 150 mil famílias, prometeu 25 mil moradias populares e manteve 300 cozinhas comunitárias.
João encerrou a Prefeitura do Recife com privatizações de parques, praças e do centro, incentivos fiscais para jogos (bets) e postura dura contra greve dos servidores.
João negou a Lula a indicação do vice em 2024 e reduziu secretarias ocupadas por petistas, sinalizando intenção de restaurar a hegemonia do PSB.
O PSB comandou Pernambuco entre 2013 e 2022; o PT foi expulso da Frente Popular em 2012 e perdeu bancada federal em 2014, quando o PSB rompeu nacionalmente com o PT.
65% → apoio de eleitores lulistas a João em abril — passou a 57% em setembro
30% → apoio a Raquel entre eleitores lulistas em abril — passou a 36% em setembro
150.000 — beneficiárias do Mães de Pernambuco ampliado
25.000 — moradias prometidas por Raquel
300 — cozinhas comunitárias mantidas por Raquel
61–68% — índices de aprovação de Raquel atualmente; 62% no interior
“O escorpião respondeu: ‘porque é da minha natureza’”, diz a fábula reaplicada ao PSB que busca hegemonia sem partilhar poder.
Se João vencer em 2026, a eleição pode consolidar a hegemonia do PSB e reduzir o espaço político do PT; se perder, abre-se uma janela para reorganizar a esquerda pernambucana.