Levantamento mostra: mortes e mutilações no trânsito crescem em cidades médias e grandes
Dados de internações e óbitos de 2025 e 2024 sustentam coalizão lançada pela FNP para reduzir sinistros urbanos.

Trânsito mata, fere e mutila mais em municípios com mais de 80 mil habitantes, revela levantamento usado no lançamento da coalizão.
O estudo mostra que 59% das internações por sinistros terrestres em 2025 eram de moradores de cidades com mais de 80 mil habitantes, e 80% das internações ocorreram em hospitais nessas cidades.
A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) lançou no início de setembro a Coalizão de Cidades pela Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, vinculada a um projeto com Vital Strategies e Bloomberg Philanthropies no âmbito do Road Safety Grants Program.
O recorte municipal também aponta que 54% dos óbitos por trânsito em 2025 foram de moradores de municípios acima de 80 mil habitantes; no país, 37.150 pessoas morreram no trânsito em 2024, média de 101 mortes por dia.
Entre 15 mil e 16 mil das mortes de 2024 eram usuários de motocicletas; o Brasil registra ainda cerca de 160 mil feridos graves por ano, com muitos casos de sequelas e mutilações permanentes.
O impacto econômico desses sinistros é estimado em aproximadamente 3,8% do Produto Interno Bruto, considerando custos com saúde, perda de produtividade e danos materiais.
O presidente da Comissão Permanente de Saúde da FNP, Dário Saadi, prefeito de Campinas (SP), disse que a sobrecarga chega diretamente à rede municipal de saúde, com internações prolongadas e pressão sobre hospitais.
Jonas Romo, diretor regional de Segurança Viária da Vital Strategies, afirmou que a parceria com as cidades brasileiras dura mais de uma década e que a nova colaboração com a FNP busca acelerar políticas públicas de segurança no trânsito.
O projeto que sustenta a coalizão terá dois anos de duração e prevê um ciclo estratégico de capacitação técnica a municípios para reduzir mortes e lesões.