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Lula, UE, Quênia e Canadá lançam manifesto em defesa do multilateralismo

Assinatura ocorreu a poucos dias da Assembleia Geral da ONU; líderes criaram o grupo P4M para promover reforma das instituições multilaterais

Redação POLITICA.PE20 de set. de 2026 · 20h043 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Lula, UE, Quênia e Canadá lançam manifesto em defesa do multilateralismo
Reprodução: jc.uol.com.br

Lula, o presidente do Conselho Europeu António Costa, o presidente do Quênia William Ruto e o primeiro‑ministro do Canadá Mark Carney assinaram um manifesto conjunto em defesa do multilateralismo.

O texto foi publicado neste domingo, 20, e sai a poucos dias do início da Assembleia Geral da ONU.

O manifesto diz que o comércio global chegou a US$ 35 trilhões no ano passado e que 6 bilhões de pessoas estão conectadas à internet, enquanto a geopolítica se fragmenta.

Segundo o documento, 2025 registrou 65 conflitos armados entre estados em 35 países e os gastos militares subiram para US$ 2,9 trilhões, cenário em que “o direito internacional está sob pressão”.

Os signatários alertam para aumento da desigualdade, uso de vínculos econômicos como instrumento de coerção e riscos sobre cadeias de suprimentos por gargalos marítimos como o Estreito de Ormuz.

Como resposta, Lula, Costa, Ruto e Carney anunciaram a iniciativa “Parceiros para o Multilateralismo” (P4M) para criar uma estrutura flexível e aberta de cooperação entre países de diferentes regiões.

O manifesto afirma que o P4M não pretende formar “outro bloco exclusivo” nem “outra burocracia internacional” e que vai apoiar reformas na ONU para torná‑la mais “representativa, legítima, eficaz e confiável”.

“À medida que lidamos com uma ordem mundial que está se transformando rapidamente, convocamos outros líderes internacionais a se juntarem a nós na escolha da cooperação em vez da fragmentação, da lei em vez do poder e da responsabilidade compartilhada em vez da divisão”, conclui o texto.

Os próximos passos incluem convidar outros líderes a aderir ao P4M e articular propostas de reforma para a ONU durante a Assembleia Geral.