Márcio Coimbra: 'O contribuinte pagará a conta' por medidas de Lula
O cientista político alerta para riscos fiscais e efeitos sobre juros, inflação e crédito após anúncios na reta final do segundo turno

Márcio Coimbra diz que “o contribuinte pagará a conta” pelas medidas econômicas anunciadas por Lula na reta final do segundo turno.
Ele afirma que ampliar despesas sem compensação suficiente pode aumentar riscos fiscais e pressionar juros, inflação e crédito — projeções que o artigo apresenta como avaliações, não efeitos comprovados.
Coimbra é cientista político, CEO da Casa Política e presidente-executivo do Instituto Monitor da Democracia; publicou o artigo em que faz a crítica e faz a afirmação citada.
Entre os anúncios estão o perdão de dívidas de microempreendedores individuais e a proposta de transferência de até R$ 5 mil para investimento nos negócios; o Pix MEI, segundo o texto, não equivale a um pagamento imediato e generalizado.
Coimbra também critica a redução gradual da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial, avaliando que a mudança pode elevar custos e prejudicar contratações; a medida foi promulgada pelo Congresso na sexta-feira (16) e recebeu voto favorável de Flávio Bolsonaro (PL).
No campo político, ele prevê dificuldades para uma eventual nova gestão petista formar maioria no Congresso, observando que essa projeção dependerá das negociações políticas e da execução das medidas.
O autor alerta que eleitores devem considerar como as ações serão financiadas ao longo do tempo: “O serviço da dívida, o ajuste futuro e os custos de produção mais altos são o imposto diferido que todos pagam.”
O artigo não apresenta uma estimativa consolidada do impacto fiscal do pacote, posição destacada pelo próprio texto como limitação das projeções.