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Matrículas na educação inclusiva em Pernambuco subiram 260% em 10 anos

Número passou de 31.207 em 2015 para 112.445 em 2025, mas infraestrutura e apoio pedagógico ficam atrás.

Redação POLITICA.PE25 de ago. de 2026 · 13h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Matrículas na educação inclusiva em Pernambuco subiram 260% em 10 anos
Reprodução: jamildo.com

Demanda por educação inclusiva em Pernambuco cresceu 260% entre 2015 e 2025.

O total saltou de 31.207 para 112.445 matrículas, pressionando salas, recursos e profissionais especializados.

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgou em 25/08/2026 levantamento baseado no Censo Escolar sobre a evolução das matrículas.

Na soma das redes pública e privada, as matrículas passaram de 31.207 em 2015 para 112.445 em 2025; a rede pública sozinha somou 99.650 matrículas, alta de 244% no período.

O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi o principal vetor: cresceu de 3.015 para 66.128 alunos, cerca de 22 vezes na década.

Em 2024, matrículas de estudantes com autismo superaram as de deficiência intelectual; na rede pública o TEA responde por 58% do público-alvo, deficiência intelectual 41%, deficiência física 6% e outras condições 6%.

As prefeituras concentram 78.604 matrículas (79%); o estado fica com 21.046 matrículas (21%).

Apenas 34% das escolas municipais e 51% da rede estadual dispõem de salas com recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Há cerca de 18 mil postos ocupados para apoio na educação inclusiva; a proporção geral é aproximadamente 1 profissional para cada 5 alunos (16.371 profissionais para 78.604 matrículas). Na rede estadual a média é 1 profissional para cada 23 alunos.

Só 38% das salas de aula no estado contam com recursos de acessibilidade; 18% das escolas relatam ausência de intervenções básicas; das 5.850 escolas em funcionamento, 20 afirmam ter elevadores.

Materiais pedagógicos específicos estão em 30% das escolas públicas; a oferta de educação bilíngue Libras-Língua Portuguesa é de 6%.

A distorção idade-série entre alunos com deficiência, com TEA ou superdotados aumenta em mais de 30 pontos dos anos iniciais ao ensino médio.

O TCE abriu uma auditoria especial com órgãos públicos para avaliar planos de correção e cobrar providências.