Mesmo inelegível, Pablo Marçal pede doações via Pix para 2026
Marçal afirmou em live ter arrecadado R$ 9 milhões em 2024 e conclamou seguidores a doar; restrições do TSE valem até julgamento

Pablo Marçal, inelegível por oito anos, pediu doações via Pix a apoiadores durante transmissão ao vivo do podcast Iron Talks nesta quarta, 19.
Nesta quinta, 20, o TSE proibiu Marçal de acessar fundos eleitorais, participar de debates e aparecer no horário eleitoral gratuito até julgar o mérito do registro de sua candidatura.
Na live, Marçal afirmou ter arrecadado R$ 9 milhões nas eleições de 2024, conclamou seguidores a colaborar com Pix para 2026 e disse: "Eu não vou usar dinheiro público. Não vou usar meu dinheiro".
Marçal também afirmou que quem não puder doar por estar "passando fome no governo Lula" poderia ajudar com engajamento.
O TRE-SP manteve, no início de agosto, a condenação do candidato por uso indevido de meios de comunicação na campanha à Prefeitura de São Paulo; Marçal recorre ao TSE.
A Justiça Eleitoral apontou que a campanha se beneficiou de disseminação massiva de vídeos por meio do concurso na comunidade "Cortes do Marçal" no Discord, em que apoiadores publicavam cortes com a hashtag #prefeitomarcal em troca de prêmios — prática vedada pela legislação eleitoral.
A decisão cautelar que impôs as restrições foi relatada pela ministra Estela Aranha, teve votação unânime no plenário e atendeu pedido do Ministério Público Eleitoral.
R$ 9 milhões — valor que Marçal disse ter arrecadado em 2024
8 anos — duração da inelegibilidade aplicada a Marçal
19 de agosto — data da live em que pediu Pix
20 de agosto — data da decisão que proibiu acesso a fundos e participação em debates
O próximo passo é o julgamento do mérito do pedido de registro de candidatura de Marçal pelo TSE.