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Ministros do STF usam metáforas ao julgar possível investigação contra Alexandre de Moraes

Sessão de terça-feira, 15, teve comparações à Nasa, à máfia e citação de Fábio Porchat; Kassio Nunes Marques saiu do plenário

Redação POLITICA.PE15 de set. de 2026 · 20h040 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Ministros do STF usam metáforas ao julgar possível investigação contra Alexandre de Moraes
Reprodução: jc.uol.com.br

Ministros do STF usaram metáforas (Nasa, máfia, comediante Fábio Porchat) no julgamento de terça-feira, 15, que pode tornar Alexandre de Moraes investigado.

Kassio Nunes Marques deixou o plenário e Dias Toffoli optou por não votar na sessão desta terça-feira, reduzindo o número de votos em plenário.

O presidente do STF, Edson Fachin, abriu a sessão dizendo que “o País olha para esta Corte. A história também olhará para este momento”.

Gilmar Mendes criticou a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comparando o ato a afastar o “presidente da Nasa” ou tirar o comandante do Exército.

Gilmar afirmou que há “um jogo de omertà, de máfia” e declarou que “até a máfia tem ética” ao criticar vazamentos e a condução de investigações sobre o Banco Master.

O ministro repetiu a expressão “de corar frade de pedra”, usada por ele no julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no caso do triplex e aplicada agora à condução de processos e à relatoria de Fachin.

Flávio Dino citou um vídeo do comediante Fábio Porchat e disse que recebeu muitos ofícios: foram 30 mensagens encaminhadas a Fachin nas últimas duas semanas, e um dos ofícios tratava das questões debatidas na sessão.

Gilmar advertiu contra arrastar o Supremo para a disputa eleitoral, chamando de “aprendizes de feiticeiro” os que tentaram fazer isso, e criticou referências a 7 de setembro e “pixulecos”.

30 — mensagens encaminhadas a Edson Fachin nas últimas duas semanas

"O País olha para esta Corte. A história também olhará para este momento", disse Edson Fachin ao abrir a sessão.