Pesquisa Quaest: lulistas e bolsonaristas concordam em prioridades como segurança e renda
Levantamento mostrou convergência em 11 teses; candidatos precisarão responder a violência e desigualdade, diz analista

Uma pesquisa da Quaest mostra que lulistas e bolsonaristas concordam em prioridades como segurança pública e distribuição de renda.
Essa convergência implica que as candidaturas à Presidência terão de apresentar respostas para combate à violência e desigualdade, segundo o analista João Paulo Dellasta.
A Quaest apresentou 11 afirmações sobre o perfil desejado para o presidente e os principais desafios do país; o analista falou no videocast Cena Política, do JCPlay.
A maior convergência foi na segurança: 89% dos lulistas concordam totalmente que o Brasil precisa de um presidente duro no combate à violência; entre bolsonaristas, 96%.
Na distribuição de renda, 88% dos lulistas concordam totalmente que o presidente deve lutar por melhor distribuição entre ricos e pobres; entre bolsonaristas, 74%.
Sobre a ideia de um presidente que una o que é bom da esquerda e da direita, 65% dos lulistas e 55% dos bolsonaristas concordam totalmente.
A pesquisa mostra que adesão a objetivos não significa apoio às mesmas soluções; propostas para segurança, políticas sociais, tributação e atuação do Estado ainda separam os campos.
A Quaest divide eleitores em lulistas, eleitores de esquerda não lulistas, independentes, eleitores de direita não bolsonaristas e bolsonaristas; Dellasta diz que o eleitorado forma três blocos: cerca de um terço à esquerda, um terço à direita e um grupo de independentes que completa a divisão.
11 — número de afirmações apresentadas aos entrevistados pela Quaest
89% — lulistas que querem um presidente duro contra a violência
96% — bolsonaristas que querem um presidente duro contra a violência
88% — lulistas que defendem maior distribuição de renda
74% — bolsonaristas que defendem maior distribuição de renda
"Todas as candidaturas, todos os candidatos e postulantes precisam fornecer respostas para o combate à violência e para os dilemas de desigualdade social que o Brasil enfrenta", afirmou João Paulo Dellasta no videocast Cena Política.