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Quaest: disputa ao governo de PE segue empatada; Senado indeciso

Pesquisa mostra Raquel Lyra e João Campos no limite da margem de erro; corrida para duas vagas ao Senado pode mudar na reta final

Redação POLITICA.PE9 de set. de 2026 · 14h0110 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Quaest: disputa ao governo de PE segue empatada; Senado indeciso
Reprodução: jc.uol.com.br

Disputa pelo governo de Pernambuco está tecnicamente empatada entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), segundo a pesquisa Quaest.

O levantamento indica que falta um mês de campanha com “bastante emoção” para definir a eleição estadual, segundo o diretor de inteligência da Quaest, Guilherme Russo, ouvido em entrevista nesta quarta-feira (9).

Raquel Lyra não conseguiu ampliar a vantagem obtida nos meses anteriores; João Campos registra avanço leve entre eleitores de esquerda após aproximação com Lula, e o principal desafio de Campos é conquistar o eleitorado de centro.

A tendência apontada por Russo é de manutenção do equilíbrio: ambos têm baixa rejeição e alto potencial de voto, o que dificulta uma descolagem de qualquer dos dois candidatos.

A disputa ao Senado está ainda mais aberta: Marília Arraes (PDT) lidera, seguida por Humberto Costa (PT); Eduardo da Fonte (PP), Mendonça Filho (PL) e Túlio Gadelha (PSD) também aparecem competitivos, tornando imprevisível quem ocupará as duas vagas.

Russo avalia que os eleitores pernambucanos devem escolher senadores de forma mais individual — por questões nacionais, ideológicas e pessoais — e que é pouco provável haver voto “conjunto” puxado por um candidato ao governo.

Na disputa presidencial em Pernambuco, Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem numérica, mas registrou queda nas intenções de voto; Russo atribui a redução ao início da campanha e a notícias negativas recentes, além de menor animação entre eleitores menos próximos ao presidente.

"O eleitorado muda muito rápido de opinião", disse Guilherme Russo ao comentar o comportamento do eleitor na reta final, citando a pergunta "quem é o candidato do Lula?" como exemplo da mobilização tardia para o Senado.