Reforma tributária segue no centro da disputa presidencial
Candidatos apoiam a mudança aprovada, mas há pedidos de revisão, prazo de implantação e risco de suspensão pelo próximo governo

A reforma tributária aprovada deve começar a ser implantada em janeiro e completar etapas até 2033.
Quase 100 empresários, tributaristas e economistas assinaram carta pedindo respeito ao cronograma de implantação a partir de janeiro.
A redução da carga sobre o consumo é proposta recorrente na campanha; as isenções fiscais a setores também aparecem como alvo de revisão.
Candidatos ao Palácio do Planalto no primeiro turno, cujo pleito tem o primeiro turno neste domingo, em sua maioria apoiam a reforma aprovada, mas defendem ajustes para implementação a partir do ano que vem.
Se o presidente no próximo mandato suspender ou revisar totalmente a reforma, abrirá caminho para alterações sem planejamento a cada quatro anos, aumentando a insegurança jurídica.
A reforma já foi tema de intenso debate no Congresso antes da aprovação e será aplicada em etapas, começando pela mudança na emissão de notas fiscais ocorrida este ano.
Candidatos ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad manifestaram defesa pela obediência ao cronograma de implantação.