Rejeição à política e crise financeira moldam votos para 2026
Pesquisas do Instituto Oyá e da plataforma meutudo mostram descrédito nas instituições, influência da situação financeira e vulnerabilidade à desinformação

Eleitores descreem da classe política e veem a situação financeira pessoal como decisiva para o voto em 2026.
A decisão tem números: 65% afirmam que a situação financeira pesa na escolha, e 38% dizem que pesa muito; 41% esperam votar diferente que em 2022.
O Laboratório de Inteligência sobre Narrativas e Algoritmos, do Instituto Oyá, detectou descrença profunda na classe política com amostra de 655 pessoas e 78% de permeabilidade pública a conteúdos manipulativos.
A plataforma meutudo mostrou que propostas econômicas são o principal critério para 30% dos entrevistados, contra 26% que priorizam honestidade e caráter; entre 16 e 29 anos, 37% elegem economia como fator-chave.
A confiança nas instituições caiu: 64% desconfiaram das três esferas; confiança nos partidos no Congresso Nacional é 54%, no Executivo 45% e no Supremo Tribunal Federal 41%.
Setores alternativos têm maior credibilidade: tecnologia 67% e ONGs 45%; 51% consideram fake news um problema muito grave e 81% reconhecem a capacidade da IA de criar deepfakes.
Prioridades econômicas indicadas pelos eleitores: aumento real do salário 29%, controle da inflação 24% e geração de empregos 22%; 62% sempre checam propostas econômicas antes de decidir o voto.
“O brasileiro não está apático, mas sobrecarregado por modelos de representação que não resolvem urgências da rotina”, afirmou Kamila Camilo, diretora executiva do Instituto Oyá.
655 — tamanho da amostra citada pelo Instituto Oyá
78% — opinião pública permeável a conteúdos manipulativos
65% — dizem que a situação financeira pesa no voto
38% — dizem que a situação financeira pesa muito
41% — podem mudar o voto em 2026 por causa das finanças
53% — na Região Norte, declaração de potencial mudança de voto
47% — nos Nordeste e Sudeste, declaração de potencial mudança de voto
64% — desconfiança nas três esferas do poder
54% — confiança no Congresso Nacional
45% — confiança no Poder Executivo
41% — confiança no Supremo Tribunal Federal
67% — confiança no setor de tecnologia
51% — consideram fake news muito grave
81% — têm ciência da capacidade da IA de criar deepfakes