TST determina fim da greve da Caixa; retorno até quarta (30)
Tribunal fixou reajuste de 4,6% a partir de 1º de setembro e proibiu descontos salariais pelos dias de paralisação

TST determinou a suspensão da greve dos funcionários da Caixa e exigiu retorno ao trabalho até quarta-feira, 30.
O tribunal definiu reajuste de 4,6% nos salários e benefícios, válido a partir de 1º de setembro, e estabeleceu vigência do acordo até 2028.
A paralisação havia começado em 10 de setembro por divergência sobre o custeio do plano de saúde; a Caixa entrou com dissídio coletivo no tribunal buscando declarar a greve abusiva e autorizar desconto salarial.
O ministro Maurício Godinho, relator, votou que a greve não é abusiva, mas deve cessar imediatamente; os demais ministros aprovaram o voto por unanimidade.
O percentual de reajuste foi definido pelo INPC mais 0,6% de aumento real e também foi aplicado ao convênio de saúde, ponto central do impasse.
O TST proibiu desconto salarial pelos dias parados, mas determinou que os trabalhadores compensem as horas no prazo de até 180 dias.
O ministro Maurício Godinho afirmou que "isso tem que ser enfrentado com maturidade pelas partes" ao tratar do financiamento do plano de saúde.
A Caixa ainda não havia se manifestado até a publicação da decisão.