49% dos eleitores dizem votar em candidato que prometa aumento real do salário mínimo
Pesquisa Indexa/Broadcast mostra efeito maior entre quem ganha 1–2 salários, jovens e eleitores que não votaram em 2022.

Prometer reajustar o salário mínimo acima da inflação aumentaria a disposição de 49% dos eleitores em votar no candidato que fizer a proposta.
A proposta não faria diferença para 40% dos eleitores, enquanto 4% ficariam menos propensos a apoiar o presidenciável.
A pesquisa Indexa/Broadcast foi realizada entre 20 e 23 de agosto com 2.000 entrevistas individuais por telefone, com índice de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais; registro TSE BR-06366/2026.
Quando separados por renda familiar, 54% dos domicílios com renda de 1 a 2 salários mínimos ficariam mais dispostos a votar no candidato que defendesse aumento real; entre 2 a 5 salários, 44% seriam a favor e 45% não mudariam; entre acima de 5 salários mínimos, 51% ficariam mais inclinados.
O efeito eletoral varia por idade: 56% dos 16–24 anos, 54% dos 25–34, 49% dos 35–44, 47% dos 45–59 e 44% dos 60 anos ou mais declararam que a proposta aumentaria sua disposição de voto.
O levantamento também cruzou voto de 2022: 53% dos que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 44% dos que votaram em Flávio Bolsonaro (PL) dizem que a proposta aumentaria sua disposição de voto; 52% dos que não compareceram ou anularam/ votaram em branco também se dizem mais propensos.
O CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, afirmou que o salário mínimo impacta mais eleitores do que benefícios sociais porque atinge quem recebe o piso, trabalhadores com rendimentos atrelados, aposentados e pensionistas, e cria pressão por aumentos gerais de remuneração.