Alfabetização na idade certa é prioridade para 46% dos gaúchos
O tema ficou atrás apenas de salários e condições dos professores (57%) e da ampliação de cursos técnicos (48%).
46% dos gaúchos indicam garantir alfabetização na idade certa como prioridade da educação para os próximos anos.
O tema é a terceira prioridade: 57% escolhem melhoria de salários e condições de trabalho dos professores; 48% citam ampliação de cursos técnicos para o ensino médio.
A pesquisa O que a população pensa sobre a educação | 2026 entrevistou 800 pessoas com 16 anos ou mais no Rio Grande do Sul, entre 8 e 15 de junho; nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 3,5 pontos percentuais.
Sete em cada dez entrevistados (70%) acreditam ser possível alfabetizar todas as crianças, independentemente de origem socioeconômica ou raça.
No RS, 49% discordam que uma criança que lê palavras e escreve frases simples já esteja alfabetizada; 29% concordam com essa visão.
Apenas 17% dos gaúchos concordam que as crianças avançam na leitura e escrita conforme o esperado; 49% discordam.
O Indicador Criança Alfabetizada (ICA) registrou 63% em 2023, caiu para 45% em 2024 e subiu para 52% em 2025, permanecendo abaixo da meta.
As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul afetaram a rotina escolar de milhares de estudantes, contribuindo para os desafios na aprendizagem.
"A continuidade das políticas de alfabetização depende de estratégias direcionadas às regiões com maiores dificuldades", disse Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, defendendo cooperação entre estado e municípios.