Aliança forçada com o PT ajuda a explicar derrota de Juliana
Acordo imposto pelas direções nacionais desagradou petistas e deixou candidata tentando manter distância dos próprios aliados

A derrota de Juliana Brizola (PDT) começou antes mesmo de a campanha chegar às ruas. Segundo análise da colunista Rosane de Oliveira, da GZH, a união com o PT nasceu como um "casamento forçado", costurado nacionalmente e enfrentando resistência entre petistas gaúchos.
Carlos Lupi condicionou a aproximação do PDT com Lula ao apoio petista a Juliana. Paulo Pimenta e Edinho Silva participaram da articulação, enquanto parte do PT gaúcho resistia a abrir mão da cabeça de chapa. Edegar Pretto acabou aceitando ser vice.
O problema continuou durante a campanha. Conforme Rosane, integrantes do PT reclamavam que Juliana tentava esconder o vice e os aliados petistas, em uma estratégia para evitar desgaste eleitoral. O desconforto aumentou quando Lula participou de um comício no Largo Glênio Peres e a campanha de Juliana não aproveitou as imagens do evento em sua comunicação.
A contradição ficou evidente. Juliana apresentava a aliança como demonstração de diálogo, enquanto, nos bastidores relatados pela colunista, PDT e PT conviviam com uma união marcada por resistência e desconfiança.