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Andrei Rodrigues teve pedido de afastamento das funções de diretor-geral da PF nesta terça (8)

O pedido foi assinado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF.

Redação POLITICA.RS9 de set. de 2026 · 02h335 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Andrei Rodrigues teve pedido de afastamento das funções de diretor-geral da PF nesta terça (8)
INTERPOL (CC BY-SA 2.5) via Wikimedia Commons

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, teve pedido de afastamento de suas funções nesta terça-feira (8).

O pedido foi feito pelo ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal.

Natural de Pelotas, Rodrigues formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em 1997.

Concluiu pós-graduação lato sensu pela Escola Superior de Magistratura Federal do Rio Grande do Sul em 2000.

Fez curso de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e Fundação Getúlio Vargas entre 2008 e 2009.

Em 2020, obteve mestrado em Alta Gestão de Segurança Internacional pelo Centro Universitário da Guarda Civil da Espanha e pela Universidade Carlos III de Madrid.

Delegado há mais de 20 anos, Rodrigues foi chefe de segurança da presidente Dilma Rousseff em 2010.

Também atuou como secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, responsável pela segurança da Copa do Mundo FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Exerceu o cargo de secretário-executivo da Comunidade de Polícias da América (Ameripol).

Chefiou a Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Porto Alegre e no Aeroporto Internacional de Brasília.

Foi coordenador-geral de Polícia Fazendária e chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Diretoria de Tecnologia e Inovação da Polícia Federal.

Também comandou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes em Manaus.

Em dezembro de 2022, Rodrigues foi indicado ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, após 20 anos na instituição.

O anúncio da indicação foi feito por Flávio Dino em entrevista coletiva na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou Dino para o Ministério da Justiça.

"PF não protege nem persegue. A gente trabalha com isenção", disse Rodrigues em declaração pública sobre a corporação.

O próximo passo formal será a análise do pedido de afastamento no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de André Mendonça.