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Antes de escolher o menos pior, confira o histórico

Promessas, contradições e conveniências políticas colocam os quatro principais candidatos sob cobrança

Por Redação POLITICA.RS2 de out. de 2026 · 15h471 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Antes de escolher o menos pior, confira o histórico
Imagem: Politica News

Gabriel Souza (MDB) carrega o peso de ser vice de Eduardo Leite. Promete soluções, mas fica a pergunta, por que não foram feitas no governo do qual participa? Também precisa responder pelo desgaste dos pedágios e concessões do Piratini, tema que virou alvo de CPI e muita discussão no Estado. E surgiu outra saia justa. A agência de marqueteiro das campanhas de Leite e que, segundo o Metrópoles, comandava o marketing da pré-campanha de Gabriel, que venceu uma licitação milionária de comunicação digital do governo.

Luciano Zucco (PL) critica a gestão, mas também precisa demonstrar domínio das contas públicas. Em agosto, prometeu prorrogar o Funrigs, embora estender a suspensão da dívida dependa de Brasília. Suas ausências em debates também viraram alvo de cobrança. Gabriel também tentou ligá-lo ao caso de Paula Lopes, ex-secretária de Canoas acusada de irregularidades. Zucco cobrou provas. Mesmo que tenha participado da indicação, isso não significa que pudesse prever atos futuros nem comprova participação nas irregularidades atribuídas a ela.

Juliana Brizola (PDT) aposta no diálogo com Brasília para resolver as contas. Mas e se Brasília disser não? Seu vice, Edegar Pretto (PT), tem ligação histórica com o MST e é filho de Adão Pretto, um dos fundadores do movimento no RS. Essa proximidade coloca no debate da chapa temas sensíveis ao campo, como propriedade privada, invasões de terras e reforma agrária. Juliana também foi indiciada no caso envolvendo recursos da avó, mas a investigação foi arquivada por falta de provas. Ela sempre negou irregularidades.

Marcelo Maranata (PSDB) cobra coerência dos adversários, mas trocou o PDT pelo PSDB e renunciou à Prefeitura de Guaíba para disputar o Estado. Em 2025, o Ministério Público recomendou que Maranata revisasse a nomeação do filho da vice-prefeita, então com 20 anos e ensino superior incompleto, para secretário-adjunto da Educação. A prefeitura respondeu que a nomeação atendia à legislação.