Após 15 anos, contêineres de lixo de Porto Alegre entram novamente em debate
Sistema atende 19 bairros, mas acúmulo de resíduos, mau cheiro e dificuldade para mudar equipamentos de lugar levantam questionamentos

Depois de 15 anos, chegou a hora de Porto Alegre discutir se o atual sistema de contêineres de lixo ainda é a melhor solução para a cidade. O debate foi levantado pelo jornalista Jocimar Farina, em sua coluna em Zero Hora.
A Capital possui atualmente 2.050 contêineres para resíduos orgânicos e outros 450 destinados ao lixo seco. A coleta automatizada começou em 2011 e atende 19 bairros.
Farina relata o caso de uma síndica do Centro Histórico que tentou, por meio de diversos protocolos no 156, mudar de lugar um contêiner instalado na Avenida Borges de Medeiros. Segundo ela, o lixo acumulado trouxe ratos e baratas para o condomínio. Mesmo assim, o pedido não foi atendido pelo DMLU devido às regras para localização dos equipamentos.
O problema vai além de um endereço. Descarte irregular, resíduos espalhados, mau cheiro e a abertura dos recipientes em busca de materiais recicláveis fazem parte da rotina em diferentes pontos.
Após uma década e meia de funcionamento, a pergunta levantada pela coluna é pertinente. Vale manter o modelo atual ou chegou a hora de Porto Alegre buscar alternativas, inclusive reavaliando a coleta tradicional em algumas regiões?