BNDES e Cepal apresentam estratégias para transformar ativos regionais em desenvolvimento
Relatório, lançado em seminário no Rio de Janeiro, lista quatro mensagens centrais e propõe foco em agregação de valor e coordenação regional

BNDES e Cepal realizaram nesta terça-feira (15), no Rio de Janeiro, um seminário internacional para apresentar relatório sobre rupturas e oportunidades na nova ordem geopolítica.
O relatório foi organizado em quatro mensagens centrais que recomendam estratégias claras, instituições fortes, cooperação entre países e diversificação de parcerias.
A apresentação do documento pela Comissão da Cepal sobre Geopolítica, Globalização e Desenvolvimento para a América Latina e o Caribe foi seguida por diálogo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet; e o secretário-executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs; com mediação de Camila Gramkow, diretora do escritório da Cepal no Brasil.
Aloizio Mercadante, integrante da comissão responsável pelo relatório, afirmou que a América Latina e o Caribe têm potencial em agro, mineração, energia e biodiversidade e recomendou ir além da extração e exportação, focando em criação de valor agregado, desenvolvimento de ecossistemas e fornecedores, processamento local e industrialização.
O relatório cita ativos estratégicos do Brasil: porte da economia, recursos naturais, capacidades produtivas e tecnológicas e o sistema de financiamento ao desenvolvimento, e destaca iniciativas recentes do BNDES e da Finep para processamento de minerais estratégicos e produção local ligada à transição energética e descarbonização.
4 — mensagens centrais do relatório
15 — data do seminário, terça-feira, no Rio de Janeiro
2ª — posição do Brasil em reservas mundiais de terras raras, atrás apenas da China
<1% — participação do Brasil na produção global de terras raras