Cachoeirinha envia hoje projeto para aplicar R$ 80 milhões da Caixa
Proposta revisada detalha escolas, UPA, energia fotovoltaica e obras de drenagem; votação será em regime de urgência.

A Prefeitura de Cachoeirinha vai enviar à Câmara ainda nesta terça (20) projeto para aplicar R$ 80 milhões de financiamento da Caixa Econômica Federal.
O limite para 2026 é de R$ 80 milhões; a Prefeitura tem pouco mais de dois meses para viabilizar a contratação e aproveitar o exercício.
O projeto, retirado da pauta em 13, passou por revisão e, se encaminhado, será votado em regime de urgência na sessão de hoje; a proposta detalha investimentos em escolas, energia fotovoltaica, uma nova UPA e infraestrutura.
A administração já recebeu autorização legislativa para contratar até R$ 200 milhões, mas o teto usado neste ano é R$ 80 milhões.
Foram previstos R$ 9 milhões para georreferenciamento da área urbana, para mapear imóveis, identificar ampliações e atualizar áreas construídas visando impacto na arrecadação do IPTU.
A Secretaria de Educação listou ampliações: EMEIs Ema Borges, Marli Carmen e Granjinha (quatro salas e um banheiro cada), ECEI Semear Rondon (duas salas e um banheiro).
No Ensino Fundamental: EMEB Fidel Zanchetta (duas salas, um banheiro, refeitório e cozinha), EMEB Alzira (quatro salas, dois banheiros), EMEB José Victor (quatro salas, um banheiro) e EMEB Dagmar (quatro salas em dois pavimentos e dois banheiros).
Para educação em tempo integral, EMEBs Ivo Rech e Osmar Stuart terão, cada uma, duas salas e um banheiro; no Campo Belo estão previstas uma EMEI para 352 alunos e uma escola básica para 1.150 alunos.
Ainda não foi detalhada a divisão dos R$ 15 milhões entre obras escolares nem se esse montante cobre integralmente as duas novas escolas do Campo Belo.
Está previsto R$ 15 milhões para implantação de sistemas de energia fotovoltaica nos prédios municipais; a Prefeitura gasta cerca de R$ 500 mil por mês com energia, igual a R$ 6 milhões por ano.
R$ 28 milhões estão destinados a saneamento, prevenção de cheias e pavimentação, mas a divisão entre essas três áreas não foi individualizada.
As intervenções de drenagem pluvial incluem bocas de lobo, galerias pluviais, desobstrução de redes, manutenção de canais e projetos de macrodrenagem; coleta e tratamento de esgoto seguem sob responsabilidade da Corsan.
Havia previsão de R$ 2 milhões para equipamentos de casas de bombas, mas a orientação agora é buscar recursos do Estado; se houver demora, esses investimentos podem entrar em uma etapa prevista para março de 2027.
A construção de uma nova UPA na Zona Norte recebeu R$ 6 milhões; projeto ainda não informou endereço, capacidade de atendimento ou cronograma.
R$ 5 milhões foram previstos para a remodelação do Parcão; intervenções e equipamentos ainda não foram detalhados.
R$ 80 milhões — limite de financiamento previsto para 2026
R$ 200 milhões — autorização legislativa máxima para operações de crédito
R$ 9 milhões — georreferenciamento urbano
R$ 15 milhões — energia fotovoltaica nos prédios públicos
R$ 15 milhões — montante citado para obras escolares (distribuição indefinida)
R$ 28 milhões — saneamento, prevenção de cheias e pavimentação
R$ 6 milhões — construção da nova UPA Zona Norte
R$ 5 milhões — remodelação do Parcão
A versão anterior do projeto não detalhava obras e gerou dúvidas sobre aplicação em saneamento e casas de bombas; a revisão identifica projetos, mas parte depende de estudos e definições.
A orientação atual evita usar empréstimo municipal em equipamentos de casas de bombas enquanto se busca financiamento estadual.