Câmara de Porto Alegre começa a tramitar projeto que proíbe coleiras antilatido
Proposta de Jonas Reis (PT) inclui o equipamento na lista de práticas de maus-tratos, com exceção de cães das forças de segurança

A Câmara Municipal de Porto Alegre começou a tramitar um projeto que proíbe o uso de coleira antilatido em cachorros.
O projeto, de autoria do vereador Jonas Reis (PT), inclui a coleira na lista de práticas de maus-tratos a animais, mas não se aplica aos cães das forças de segurança.
Jonas Reis justificou a proposta citando “a crescente evidência de que esses dispositivos são ineficazes a longo prazo e causam danos físicos e psicológicos significativos aos cães, comprometendo seu bem‑estar e a relação de confiança com seus tutores”.
O vereador acrescentou que, com o uso da coleira, “o cão passa a associar o latido, uma necessidade natural, a uma experiência dolorosa ou desagradável, o que pode gerar um estado constante de ansiedade e medo”.
A coleira antilatido é um dispositivo eletrônico de adestramento que identifica o latido por microfone ou por vibração das cordas vocais e emite um estímulo aversivo imediado — vibração, som, jato de ar ou pequena descarga eletrostática — para desencorajar o latido.