Câmara debate prevenção de inundações no Guarujá em reunião com moradores
DMAE apresenta soluções provisórias e um anteprojeto para dique ou elevação estimado em R$ 200–300 milhões

A Comissão de Urbanismo, Trabalho e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal reuniu moradores do Guarujá e autoridades em 25 de agosto para tratar prevenção e proteção contra inundações.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) diz que a solução definitiva — dique, muro ou elevação da via — está em anteprojeto e teria custo estimado entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões, dependendo da alternativa escolhida.
No encontro, moradores pediram mais informações, participação nas decisões, prazos para obras, redução do IPTU para imóveis deteriorados e reuniões no bairro fora do horário comercial.
Representantes do DMAE informaram que o órgão opera atualmente com 10 bombas a diesel e 4 elétricas, que deve receber mais 13 bombas elétricas em breve, e que comprou 8 quilômetros de barreiras móveis para emergências.
Moradores questionaram pontos de alagamento mapeados, número de bombas disponíveis e possibilidade de indenização por novos prejuízos; também criticaram intervenção provisória no Parque Guarujá Zeno Simon (um “minidique”).
Alguns participantes reconheceram melhorias na drenagem da Rua Jacipuia, que permaneceu seca nos últimos meses apesar da elevação do nível do Guaíba graças ao bombeamento constante do excesso de água.
O nível do Guaíba apresentou tendência de redução na segunda quinzena de agosto, mas a preocupação persiste após a maior inundação registrada em 2024; moradores realizaram manifestações nos dias 15 e 22 de agosto cobrando prazos e financiamento para soluções definitivas.
10 bombas a diesel — em operação pelo DMAE
4 bombas elétricas — em operação pelo DMAE
13 bombas elétricas — devem ser recebidas em breve pelo DMAE
8 km — de barreiras móveis adquiridas
R$ 200 milhões a R$ 300 milhões — estimativa de custo para dique, muro ou elevação
O diretor-presidente do DMAE, Vicente Perrone, comprometeu-se a encaminhar respostas por escrito às demandas apresentadas pelos moradores.
A Prefeitura afirma que a estrutura provisória do DMAE tem desempenho satisfatório e que novas barreiras móveis devem estar disponíveis até o fim de agosto; a obra definitiva depende de estudos técnicos, licenciamento, licitação e financiamento.