CED 06 de Taguatinga terá Ensino Médio e Educação Especial removidos do prédio
Mudança comunicada nesta segunda (14) prevê receber alunos da Escola Classe 26 de Setembro; EJA noturno deve ficar.

A Secretaria de Educação comunicou nesta segunda (14) a retirada do Ensino Médio matutino e da Educação Especial vespertina do Centro Educacional 06 de Taguatinga.
A mudança vai realocar essas turmas para abrir espaço aos estudantes da Escola Classe 26 de Setembro; a Educação de Jovens e Adultos (EJA) noturna deve continuar na unidade.
O prédio do CED 06 atende 836 estudantes e funciona na região desde 1974; a decisão foi informada por uma equipe de assessoras da Secretaria na escola e já começou o processo de remanejamento.
Professores, famílias e estudantes reclamam da falta de diálogo; representantes do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) estiveram na escola, e Alberto Ribeiro, da diretoria do Sinpro-DF, disse que haverá reunião amanhã na SEEDF.
Uma mãe de aluno do 1º ano do Ensino Médio, que é autista, afirmou que escolheu o CED 06 para evitar escola cívico-militar, que a unidade é perto de casa e que descobriu a mudança apenas pelas redes sociais.
Servidores afirmam que os alunos do Ensino Médio podem ser transferidos para outra escola do setor que funciona no modelo cívico-militar, sem alternativa próxima para famílias que rejeitam esse modelo.
A comunidade escolar divulgou nota de repúdio afirmando que a mudança “retira uma escola de seu território e desloca sua comunidade escolar”, e questiona impactos para EJA e Educação Especial.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal ainda não respondeu às solicitações de esclarecimento sobre a reorganização e seus impactos.
836 — número de estudantes atendidos pelo CED 06
1974 — ano em que a escola passou a funcionar na região
"Não estamos falando apenas de uma mudança de endereço. Estamos falando de retirar uma escola de seu território", diz a nota da comunidade escolar.
A próxima etapa é a reunião marcada para amanhã na SEEDF para tratar do remanejamento e dos impactos apontados por servidores, famílias e sindicato.