Cobrado nas redes, Colégio Anchieta divulga nota e alega atuação apartidária

Alvo de questionamentos nas redes sociais, o Colégio Anchieta, de Porto Alegre, divulgou nota sobre o manifesto da Rede Jesuíta que associa a "extrema direita" ao enfraquecimento da democracia.
A manifestação da escola veio depois que publicações nas redes passaram a cobrar da instituição, ligada à Rede Jesuíta, uma posição clara sobre o documento.
Intitulado “Um voto pela democracia”, o texto foi publicado pela Rede Jesuíta de Justiça Socioambiental (RJSA) e pela Província dos Jesuítas do Brasil, com foco na votação de 25 de outubro. O manifesto trata de participação eleitoral, valores cristãos e temas sociais, mas foi um trecho específico que acendeu a polêmica: o que afirma que “a extrema direita tem ocupado o debate público e avançado no sistema político usando valores religiosos e enfraquecendo a democracia”.
As críticas questionam se o colégio subscreve o documento e quais critérios foram usados para enquadrar grupos políticos como "extrema direita". Para os críticos, o texto tem caráter de orientação de voto, por não dirigir críticas equivalentes a correntes comunistas e socialistas de inspiração marxista. Nas redes, também circularam chamados para que pais e mães de alunos de outras escolas jesuítas leiam o manifesto e cobrem posicionamento das instituições.