Coleta em Canela falha; proposta: separar Planejamento de Meio Ambiente
Modelo de coleta seletiva é escolha municipal, funciona mal na prática e gestores culpam o próprio sistema, não as empresas

Canela adota um modelo próprio de coleta seletiva diferente de Gramado, mas o serviço não está funcionando corretamente.
A sugestão concreta é criar um setor de Planejamento e Urbanismo em Canela, deixando a Secretaria de Meio Ambiente focada só na proteção ambiental.
Canela e Gramado obedecem às mesmas leis federais, mas escolheram modelos distintos de coleta, separação e responsabilização dos geradores.
Moradores e leitores reclamam que sacos ficam nas calçadas, horários não são cumpridos e o lixo separado não é recolhido.
Gestores do serviço de lixo dizem que o problema é a coleta seletiva em si, e não o excedente gerado por empresas (os “CNPJ”).
A Secretaria de Meio Ambiente acumula funções: proteger o meio ambiente, analisar projetos, multar, julgar recursos e planejar, segundo a observação feita na cidade.
A companhia Corsan foi destacada como responsável pelo tratamento de água e esgoto, e o serviço tem sido entregue de forma “meia-boca”.
Se há alternativas legais para a coleta, a escolha municipal deve ser discutida; se não houver, a legislação deve ser cumprida.
Proposta prática: criar o setor de Planejamento e Urbanismo para que o Meio Ambiente foque apenas em proteção ambiental.