Comitê de Gabriel inaugura campanha contra as pesquisas
MDB aposta na memória de Rigotto e acusa adversários de conspiração para explicar candidatura que ainda não decolou

A inauguração do comitê de Gabriel Souza (MDB) serviu como uma espécie de sessão coletiva de motivação para uma candidatura que ainda procura espaço na disputa pelo Piratini. Entre discursos, lembranças e acusações, a coligação tentou convencer os presentes de que uma grande virada está logo ali, esperando apenas o início da propaganda eleitoral.
Gabriel afirmou que Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) estariam “mancomunados” para impedir sua chegada ao segundo turno. Segundo o candidato, os adversários até cochicham durante os intervalos dos debates. Quando os números não ajudam, aparentemente a explicação pode estar nos corredores dos estúdios.
Para alimentar o otimismo, o MDB recorreu ao feito de Germano Rigotto em 2002, quando o então candidato cresceu durante a campanha e venceu a eleição. Resta saber se o eleitor pretende repetir a história ou se o partido está apenas tentando ressuscitar uma fórmula de 24 anos atrás.
Eduardo Leite, José Ivo Sartori, Sebastião Melo e outras lideranças participaram do ato. Melo foi o mais sincero ao afirmar que “o lado de lá é muito pior”. Não chega a ser uma declaração entusiasmada de apoio, mas, diante das pesquisas, qualquer estímulo já ajuda.